domingo, 4 de março de 2012

Por que não pregamos o evangelho – John Piper

O que é necessário para que os milhares de cristãos em nossas igrejas tenham o desejo ardente de falar do evangelho aos incrédulos? Um dos motivos por que não fazemos isso como deveríamos é que a vida é tão cheia de entretenimento, que pesamentos sobre necessidades espirituais desesperadoras e eternas são difíceis de serem nutridos por nós e mais difíceis ainda de serem compartilhados com os outros.


 O mundo é interessante e divertido demais. Parece inadequado tornarmos a nós mesmos ou aos outros desconfortáveis com pensamentos sobre pessoas que estão perecendo. Fazer isso é árduo. E a nossa vida é tranquila.

Talvez Deus resolva fazer o que fez na igreja em Jerusalém. Eles não estavam saindo de Jerusalém para Judéia, Samaria e às partes mais remotas do mundo, a fim de evangelizar, como Jesus lhes dissera (At 1.8). Por isso Estevão foi escolhido para dar um testemunho tão irresistível (At 6.10), que a única maneira de seus adversários controlarem-no seria matando-o (At 7.60).

Quando eles fizeram isso, a perseguição se estendeu a todos os cristãos em Jerusalém. “Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria” (At 8.1). Qual foi o resultado? Eis a resposta: “Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (At8.4). Isso significa, literalmente: “Aqueles que foram espalhados iam evangelizado em toda parte” (At 8.4-5). Eles não eram pregadores, eram apenas pessoas comuns, milhares delas (At 2.41). Depois que foram obrigados a sair de suas casas, foram a muitos lugares contando as boas-novas.

Essa não é um reação espantosa às perseguições, à dor, à perda, ao exílio e à falta de um lar? Eles não foram a toda a parte reclamando nem questionando a Deus. Foram a toda parte “anunciando as boas-novas”. Oh! amemos tanto o evangelho e tenhamos tanta compaixão dos perdidos, que a tribulação, a aflição, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada, as armas e os terroristas não nos tornem medrosos que só reclamam, e sim arautos ousados do evangelho.

Precisamente quando foram perseguidos, eles saíram por toda a parte contando as boas-novas de Cristo. Talvez o Senhor faça isso outra vez. Certamente, Ele os está fazendo em algumas partes do mundo, e milhões estão nascendo de novo – mediante a pregação amorosa, ousada e clara de cristãos perseguidos.

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